45.

Uma é a caridade natural da alma, outra aquela que pelo Espírito Santo lhe é infundida.

Aquela que está em nós, quando queremos, se move com moderação pelo afeto de nossa vontade; por esta razão não é difícil para os espíritos malignos, a não ser que nos defendamos com fortaleza, que nos seduzam para os seus propósitos.

A divina, porém, incendeia de tal forma a alma à caridade divina, que vence e une entre si, por uma infinita simplicidade e sinceridade de afeto, todas as partes e as faculdades da alma na bondade do desejo celeste. A alma se torna uma fonte profunda de caridade e de alegria, como que grávida da graça celeste e da virtude do Espírito Santo.