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Uma é a caridade natural da
alma, outra aquela que pelo Espírito
Santo lhe é infundida.
Aquela que está em nós, quando
queremos, se move com moderação
pelo afeto de nossa vontade; por esta
razão não é difícil para os espíritos
malignos, a não ser que nos
defendamos com fortaleza, que nos
seduzam para os seus propósitos.
A divina, porém, incendeia de tal forma
a alma à caridade divina, que vence e
une entre si, por uma infinita
simplicidade e sinceridade de afeto,
todas as partes e as faculdades da
alma na bondade do desejo celeste. A
alma se torna uma fonte profunda de
caridade e de alegria, como que
grávida da graça celeste e da virtude
do Espírito Santo.
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