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A esperança reside na vontade,
mas tem suas raízes mais profundas
na memória, conforme diz S. Antão ao
afirmar que dos pensamentos puros
da fé se produz a memória de Deus e
dos bens que Ele nos prometeu, e da
memória destas coisas se origina
aquele amor perpétuo que nos é
prescrito no maior de todos os
mandamentos.
Diz também S. Boaventura que é
necessário amar a Deus não apenas
com todo o nosso coração e com toda
a nossa alma, mas também com todo
o nosso entendimento, isto é,
"com toda a memória,
sem esquecimento".
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