29.

Que dizer da afirmação segundo a qual Jesus Cristo era a causa primeira, crucificada por ordem de Pôncio Pilatos?

Ou daquela segundo a qual na causa primeira, perfeitamente una, subsistem desde toda a eternidade três pessoas que compartilham uma só divindade, que se conhecem e se amam com uma felicidade que supera o alcance de qualquer entendimento?

Que esta causa primeira nos ama a ponto de se ter deixado crucificar pelos homens e que esteja nos esperando após o término desta vida para nos fazer felizes comunicando-nos a sua própria felicidade, aquela que há nela mesma em virtude da trindade de suas pessoas, é algo que está além dos sonhos mais extraordinários que o homem possa conceber.

Não há vontade humana capaz de, sozinha, sem o auxílio da graça do Espírito Santo, fazer a inteligência assentir a afirmações desta natureza com a firmeza e a constância que as Sagradas Escrituras atribuem à fé.