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Que dizer da afirmação segundo
a qual Jesus Cristo era a causa
primeira, crucificada por ordem de
Pôncio Pilatos?
Ou daquela segundo a qual na causa
primeira, perfeitamente una, subsistem
desde toda a eternidade três pessoas
que compartilham uma só divindade,
que se conhecem e se amam com
uma felicidade que supera o alcance
de qualquer entendimento?
Que esta causa primeira nos ama a
ponto de se ter deixado crucificar
pelos homens e que esteja nos esperando
após o término desta vida para nos
fazer felizes comunicando-nos a sua
própria felicidade, aquela que há nela
mesma em virtude da trindade de suas
pessoas, é algo que está além dos
sonhos mais extraordinários que o
homem possa conceber.
Não há vontade humana capaz de,
sozinha, sem o auxílio da graça do
Espírito Santo, fazer a inteligência
assentir a afirmações desta natureza
com a firmeza e a constância que as
Sagradas Escrituras atribuem à fé.
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