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Deus ama para sempre suas
criaturas que, imortais por essência,
não desaparecem com o corpo. Ele viu
a natureza espiritual precipitar-se no
abismo e aí encontrar a morte perfeita
e total. Em sua bondade, Deus visitou
sua criatura por meio de Moisés. Esse
Moisés quiz curar essa profunda ferida
e levar-nos à comunhão original,
porém não conseguiu e partiu.
Depois dele vieram os profetas, puseram-se a
construir sobre os fundamentos
deixados por Moisés, mas, sem
chegar a curar a chaga profunda da família
humana, reconheceram sua
incapacidade. Uma súplica foi então
elevada à bondade do Pai em relação
a seu Filho Único, pois nenhuma
criatura seria capaz de curar a
profunda ferida do homem. Ele tomou
sobre si esta missão; nossas
iniquidades produziram suas
humilhações; suas chagas, nossa
cura. Ele nos reuniu de um extremo a
outro do universo, ressuscitou nosso
espírito da terra e nos ensinou que
somos membros uns dos outros.
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